Selahattin Demirtaş, o ex-presidente do HDP, e que está preso, descreveu a atual situação nas prisões da Turquia como uma “tragédia humana”
Política
A Turquia deseja se tornar um ator mais influente no Oriente Médio e no Mediterrâneo Oriental, onde os equilíbrios de poder foram afetados pelas recentes mudanças na ordem global. A contenção nos Estados Unidos sob o presidente Donald Trump acentuou essas mudanças e diminuiu as oportunidades de resolução de conflitos em toda a região. Confrontado com consequências potencialmente desestabilizadoras, o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan adotou uma política externa e de segurança que expande o alcance do país, mesmo à custa do aumento das tensões com os seus parceiros tradicionais no Ocidente.
Desde os dias do Império Otomano, os militares turcos nunca tiveram uma presença global tão extensa. Sob seu ambicioso presidente, Recep Tayyip Erdogan, a Turquia enviou tropas à Líbia para virar a maré da guerra ali, e mantém uma presença militar na Síria, Iraque, Catar, Somália e Afeganistão, além de manter tropas de paz nos Bálcãs. Ao mesmo tempo, a marinha turca patrulha os mares Mediterrâneo e Egeu, onde reivindicou energia e interesses territoriais em meio a tensões crescentes com a Grécia e Chipre, membros da União Europeia. O esforço tem um custo. O orçamento militar como porcentagem do produto interno bruto aumentou de 1,8% em 2015 para 2,5% em 2018, em um momento em que a economia da Turquia enfraqueceu. Aqui está um resumo de onde a Turquia está pondo as asinhas de fora e por quê.
Se não tratadas devidamente, as ameaças de ação militar da Turquia podem desencadear uma escalada descontrolada, deixando Ancara enfrentando escolhas difíceis.
Os EUA disseram que se opõe ao recente recebimento de 2 líderes do Hamas em Istambul por Erdoğan, o que levou a uma rápida resposta de Ancara
É hora de a Turquia passar para o “próximo nível” na indústria de defesa e produzir vários porta-aviões, disse o presidente Recep Tayyip Erdoğan no domingo, citando obrigações decorrentes de conflitos regionais em torno do país.
Numan Kurtulmus, vice-presidente do Partido da Justiça e Desenvolvimento da Turquia, que abriu uma caixa de Pandora na Convenção de Istambul, foi atacado mais uma vez por comentários sobre “solteiras hedonistas”.
O HDP, um partido pró curdo, publicou um relatório sobre a remoção de prefeitos do HDP nos últimos quatro anos, após a aprovação de uma lei.
Maduro se reuniu com Mevlüt Çavuşoğlu. Embora não tenha havido anúncios oficiais, constatou-se que assinaram um acordo para o hospital
Anunciado por Trump, o acordo entre Israel e os EAU compromete o governo Netanyahu a renunciar soberania sobre partes da Cisjordânia.
Um antigo vídeo de Biden pedindo a remoção de Erdogan, gerou furor na Turquia, ao mesmo tempo que rendeu uma mensagem a Trump.
Servir como prefeito do partido político pró-curdo da Turquia hoje em dia é temer ser preso a qualquer momento e governar em circunstâncias que oscilam entre o sufocante e o absurdo, disse Ayhan Bilgen, um dos poucos que manteve seu cargo durante um implacável expurgo governamental.
O presidente turco Recep Tayyip Erdoğan tornou-se um dos primeiros líderes mundiais a parabenizar a Aleksandr Lukashenko por sua auto-declarada vitória nas polêmicas eleições presidenciais de 2020 na Bielorrússia.
Muitos também se lembram de Atatürk como um dos impulsionadores dos abusos contra algumas minorias no extinto Império Otomano.
O presidente Recep Tayyip Erdogan demitiu o chefe da unidade de investigação de crimes financeiros da Turquia.
Por que o general Zekai Aksakalli, comandante das forças especiais, foi aposentado já que ele foi tão central para interromper a tentativa de golpe contra Erdogan?
O embaixador da Turquia no Brasil publicou artigo em que repete a cantilena do governo de Erdogan sobre o Hizmet, alvo da onda repressiva dele
O parlamento da Turquia está se preparando para votar um projeto de lei que bloquearia efetivamente sites como Facebook, Twitter e YouTube, a menos que cumpram com novos regulamentos rígidos, já que Ancara intensifica significativamente seus esforços para controlar o conteúdo de mídia social.
Pelo menos 721 jornalistas foram presos na Turquia entre 2002 e 2019, 93 dos quais ainda estão na prisão, de acordo com um relatório elaborado por Sezgin Tanrıkulu, deputado do principal partido da oposição na Turquia, o Partido Popular Republicano (CHP), e um importante ativista de direitos humanos.


