Dez anos após o golpe de 2016, a Turquia mantém uma das maiores redes de repressão transnacional do mundo: sequestros, extradições forçadas, bloqueio de bens e vigilância diplomática contra seguidores do Hizmet, jornalistas e críticos em dezenas de países.
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Dez anos após o golpe de 2016, a Turquia ainda enfrenta os efeitos da purga de servidores públicos, que afastou mais de 134 mil pessoas e remodelou o Estado.
Este relatório da Alliance for Shared Values (AFSV) sustenta que a tentativa de golpe de 15 de julho de 2016 na Turquia foi uma “operação de falsa bandeira” executada pelo próprio governo de Recep Tayyip Erdoğan.
Os pontos principais do texto incluem:
Objetivo de controle: O evento serviu como um mito fundador para a destruição sistêmica da democracia turca, permitindo a transição para um sistema autoritário.
Expurgos e repressão: Sob o estado de emergência declarado, o governo realizou expurgos em massa no judiciário, forças armadas e serviço público, além de confiscar ativos financeiros de opositores, não se limitando ao Movimento Hizmet.
Contradições na narrativa: O relatório destaca que a narrativa oficial possui falhas graves, apontando que soldados foram mobilizados sob ordens enganosas e que a resposta do governo foi premeditada, contrariando a versão de uma ameaça espontânea.
Institucionalização do autoritarismo: O incidente viabilizou a transformação do sistema parlamentar em uma presidência executiva e a conversão do judiciário em um instrumento político de perseguição.
Ceticismo internacional: Organizações internacionais e agências de inteligência estrangeiras rejeitaram a narrativa oficial turca, enquanto o regime evitou qualquer investigação independente sobre o caso.
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