Deslizes verbais e sinais de fadiga de Erdoğan renovam dúvidas sobre sua saúde e intensificam disputa por sua sucessão entre família e aliados no poder.
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Quatro associações de juízes pedem que a Turquia liberte presos em violação de direitos durante a repressão pós-golpe de 2016 e restaure a independência do judiciário.
Turquia impede aprovação de investimento de €27 bi da OTAN em rede de combustível militar, exigindo que 21 projetos turcos recebam financiamento prioritário.
Dez anos após o golpe de 2016, a Turquia mantém uma das maiores redes de repressão transnacional do mundo: sequestros, extradições forçadas, bloqueio de bens e vigilância diplomática contra seguidores do Hizmet, jornalistas e críticos em dezenas de países.
Dez anos após o golpe de 2016, a Turquia ainda enfrenta os efeitos da purga de servidores públicos, que afastou mais de 134 mil pessoas e remodelou o Estado.
Promotores turcos ordenaram a detenção de 968 suspeitos com supostos vínculos ao Movimento Hizmet em operação simultânea nas 81 províncias da Turquia, dois dias antes do 10º aniversário da tentativa de golpe de 2016. Entre os detidos está um idoso paralítico, caso que gerou críticas nas redes sociais quanto aos métodos usados pela polícia.
O relatório de segurança alemão classificou explicitamente a Turquia como ator estatal primário de ameaças encoberta, alertando sobre operações de inteligência doméstica e rede de extremistas apoiados pelo exterior operando na Alemanha.
Ancara, Turquia, enfrenta revolta devido às proibições de 13 dias impostas antes da 36ª Cúpula da Otan. Críticos denunciam cerceamento de direitos e forte impacto cotidiano na capital turca.
Orhan Uzuner, sogro de Bilal Erdogan, lidera rede nacional que combina treinamento de emergência com capacidade de mobilização rápida em defesa do governo turco, segundo investigação do Nordic Monitor.
**O principal partido de oposição da Turquia, o CHP, acusou o presidente Recep Tayyip Erdoğan de tentar se manter no poder eliminando alternativas políticas ao eleitorado, após decisão judicial que destituiu seu líder eleito, Özgür Özel, e reconduzeu o ex-presidente Kemal Kılıçdaroğlu ao cargo. Em discurso desafiador no Parlamento turco, Özel afirmou que a crise vai além de uma disputa interna partidária e representa uma ameaça direta à democracia no país.**
O judiciário da Turquia foi transformado em um instrumento de controle político sob o presidente Recep Tayyip Erdoğan, enfraquecendo os freios e contrapesos institucionais e viabilizando a supressão da dissidência, aponta novo relatório do Projeto de Suporte a Litígios de Direitos Humanos da Turquia (TLSP). O documento identifica interferência política na governança judicial, expurgos em massa e uso do direito penal contra críticos do governo como os principais mecanismos por trás do colapso da independência judicial no país.
Parente do presidente turco revela objetivo de Erdogan de ressuscitar a autoridade religiosa otomana
Sadık Albayrak, sogro do ex-ministro Berat Albayrak e parente por casamento de Erdogan, afirmou em entrevista televisionada que o presidente turco planeja reviver o Meşihat otomano e o cargo de Şeyhülislam, abolidos em 1924. Segundo ele, Erdogan já ordenou a reconstrução do complexo histórico em Istambul, mas o projeto enfrenta obstáculos burocráticos. As declarações acendem o debate sobre os limites entre restauração patrimonial e reconfiguração do Estado turco em bases islamistas.
O Tribunal Constitucional da Turquia reconheceu que as autoridades violaram o direito à vida e a proibição de tortura no caso do professor Gökhan Açékkollu, falecido sob custódia policial em 2016. A decisão judicial confirmou a responsabilidade do Estado pela morte e pela falta de investigação adequada sobre os maus-tratos sofridos pelo docente durante a detenção.
As autoridades turcas detiveram 76 pessoas em operações coordenadas contra indivíduos acusados de vínculos com o movimento Hizmet, de Fethullah Gülen, intensificando a repressão que se arrasta desde a tentativa de golpe de 2016. Os suspeitos são acusados de apoiar a rede do movimento, que o Presidente Recep Tayyip Erdoğan considera uma organização terrorista. Desde 2016, mais de 126 mil pessoas foram condenadas sob alegações semelhantes, e milhares foram forçados a fugir do país.
Um estudo acadêmico recente argumenta que a União Europeia contribuiu indiretamente para o avanço do autoritarismo na Turquia ao priorizar estabilidade regional, controle migratório e segurança em vez de চাপ firme por padrões democráticos. Segundo os autores, especialmente após a crise de refugiados de 2015 e o acordo migratório de 2016, Bruxelas suavizou críticas ao governo de Recep Tayyip Erdoğan, mantendo cooperação estratégica enquanto instituições democráticas turcas se deterioravam. O conceito de “estabilocracia” descreve essa dinâmica, na qual a UE tolera líderes autoritários em troca de previsibilidade política. O estudo também aponta que essa abordagem deu legitimidade internacional ao governo turco e limitou a capacidade futura da UE de reagir à autocratização.
A Turquia está buscando a extradição de 49 pessoas da Suécia por ligações com o movimento Hizmet, de base religiosa, segundo números recém-divulgados, enquanto Ancara intensifica a pressão sobre aliados, apesar de poucos retornos bem-sucedidos ao longo da última década, informou o site de jornalismo de longa duração Blankspot, sediado na Suécia.
Um advogado turco que atua como representante legal da Willow International School em Moçambique foi detido na terça-feira após um pedido de extradição das autoridades turcas por supostas ligações com o Hizmet, informou o Stockholm Center for Freedom, citando o jornal diário estatal moçambicano Jornal Notícias.
Uma investigação de espionagem encerrada há mais de uma década pelo governo turco voltou ao centro do debate público, à medida que registros judiciais, transcrições de escutas telefônicas e depoimentos sob juramento reaparecem, levantando novas dúvidas sobre se uma suposta rede de inteligência iraniana foi deliberadamente acobertada, em vez de desmantelada, conforme se alegou à época. Isso ocorre enquanto antigos autos judiciais envolvendo figuras da mídia alinhadas ao governo ressurgem em meio a novas apurações criminais e revelações públicas.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, disse na segunda-feira que chegou a um acordo com o presidente Recep Tayyip Erdoğan para que a Turquia garanta a continuidade do trânsito de gás natural russo para a Hungria, segundo uma reportagem da Reuters.


