A Grande Câmara do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) decidiu na terça-feira que a condenação de professores por tribunais turcos por terrorismo devido a atividades como o uso de um aplicativo móvel ou ter uma conta em um banco específico foi ilegal, em uma decisão que pode ter implicações de longo alcance para milhares enfrentando acusações semelhantes na Turquia, relatou o Turkish Minute.
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Diretor de grupo ligado ao Hizmet responde a texto de chanceler turco sobre tentativa de golpe no país em 2016
O Stockholm Center for Freedom publicou na terça-feira um relatório focado em como o governo turco, sob a presidência de Recep Tayyip Erdoğan, tem abusado da INTERPOL de diversas maneiras.
280 ex-deputados do CHP romperam com o partido para apoiar o Novo Partido de Özgür Özel, aprofundando a crise da oposição turca após afastamento judicial de Özel.
Relatório da Justice Square mostra que o Tribunal Europeu de Direitos Humanos emitiu 114 sentenças contra a Turquia, afetando 8.056 vítimas da repressão pós-golpe de 2016.
Deslizes verbais e sinais de fadiga de Erdoğan renovam dúvidas sobre sua saúde e intensificam disputa por sua sucessão entre família e aliados no poder.
Quatro associações de juízes pedem que a Turquia liberte presos em violação de direitos durante a repressão pós-golpe de 2016 e restaure a independência do judiciário.
Carta assinada por 54 parlamentares europeus e defensores de direitos humanos pede que anistia ligada à paz com o PKK também cubra presos ligados ao Movimento Hizmet.
Turquia se recusa a garantir liberdade de expressão na COP31 em Antália, enquanto dez voluntários da ONG ambiental TEMA seguem presos desde operação prévia à cúpula da OTAN.
Relatório revela que a Fundação Maarif, ligada a Erdoğan, fechou ou confiscou 162 escolas do Movimento Hizmet em 29 países, com bilhões do Estado turco.
Turquia impede aprovação de investimento de €27 bi da OTAN em rede de combustível militar, exigindo que 21 projetos turcos recebam financiamento prioritário.
Dez anos após o golpe de 2016, a Turquia mantém uma das maiores redes de repressão transnacional do mundo: sequestros, extradições forçadas, bloqueio de bens e vigilância diplomática contra seguidores do Hizmet, jornalistas e críticos em dezenas de países.
Dez anos após o golpe de 2016, a Turquia ainda enfrenta os efeitos da purga de servidores públicos, que afastou mais de 134 mil pessoas e remodelou o Estado.
Este relatório da Alliance for Shared Values (AFSV) sustenta que a tentativa de golpe de 15 de julho de 2016 na Turquia foi uma “operação de falsa bandeira” executada pelo próprio governo de Recep Tayyip Erdoğan.
Os pontos principais do texto incluem:
Objetivo de controle: O evento serviu como um mito fundador para a destruição sistêmica da democracia turca, permitindo a transição para um sistema autoritário.
Expurgos e repressão: Sob o estado de emergência declarado, o governo realizou expurgos em massa no judiciário, forças armadas e serviço público, além de confiscar ativos financeiros de opositores, não se limitando ao Movimento Hizmet.
Contradições na narrativa: O relatório destaca que a narrativa oficial possui falhas graves, apontando que soldados foram mobilizados sob ordens enganosas e que a resposta do governo foi premeditada, contrariando a versão de uma ameaça espontânea.
Institucionalização do autoritarismo: O incidente viabilizou a transformação do sistema parlamentar em uma presidência executiva e a conversão do judiciário em um instrumento político de perseguição.
Ceticismo internacional: Organizações internacionais e agências de inteligência estrangeiras rejeitaram a narrativa oficial turca, enquanto o regime evitou qualquer investigação independente sobre o caso.
Ex-oficial do Exército turco, Kübra Yavuz relata ter sido detida e coagida após escoltar Hakan Fidan, então chefe do MIT, antes do golpe de 2016 na Turquia.
Promotores turcos ordenaram a detenção de 968 suspeitos com supostos vínculos ao Movimento Hizmet em operação simultânea nas 81 províncias da Turquia, dois dias antes do 10º aniversário da tentativa de golpe de 2016. Entre os detidos está um idoso paralítico, caso que gerou críticas nas redes sociais quanto aos métodos usados pela polícia.
Relatório do Ministério das Relações Exteriores turco mostra como Hakan Fidan, ex-chefe do MIT, transformou a diplomacia da Turquia em ferramenta de inteligência e vigilância no exterior.
Relatório do grupo Solidarity with OTHERS revela que a Fundação Maarif, ligada ao Estado turco, foi usada para fechar ou assumir 162 escolas do movimento Hizmet em 29 países desde o golpe de 2016.
Turquia acusou Israel de espalhar desinformação depois que o premiê Netanyahu pediu aos EUA que não vendessem caças F-35 nem motores de jato a Ancara, alegando risco ao equilíbrio de poder no Oriente Médio.
Uma excursão de observação de aves terminou em interrogatório policial sobre terrorismo, expondo como a cúpula da OTAN em Ancara serviu de pano de fundo para uma nova onda de prisões contra a oposição turca.
A inteligência alemã (BND) voltou a apontar a Turquia como ameaça chave à segurança europeia. O presidente Trump manifestou interesse em vender F-35 à Turquia e suspender as sanções CAATSA impostas por Washington, sinalizando mudanças nas relações entre EUA, OTAN e aliados europeus. Entenda os desdobramentos dessa decisão geopolítica crucial.
O relatório de segurança alemão classificou explicitamente a Turquia como ator estatal primário de ameaças encoberta, alertando sobre operações de inteligência doméstica e rede de extremistas apoiados pelo exterior operando na Alemanha.


