Uma década após o assassinato do embaixador russo Andrei Karlov em Ancara, documentos oficiais do processo revelam que o governo Erdogan suprimiu evidências ligando o crime a redes jihadistas associadas à Al-Qaeda, enquanto desviava a culpa para indivíduos sem conexão com o atentado. O policial assassino foi radicalizado por clérigos com vínculos diretos ao partido governante e à agência de inteligência MIT. Provas de tortura, depoimentos fabricados e bloqueio sistemático à participação russa na investigação emergem dos autos. Em 2021, 13 pessoas sem envolvimento comprovado foram condenadas. A Rússia nunca reconheceu a validade do processo e mantém suas próprias conclusões em reserva.
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Investigação holandesa revela como a Turquia compromete a segurança europeia ao liberar detentos do Estado Islâmico (ISIS) através de política de porta giratória. Condenação em Roterdã expõe padrão sistemático: militantes jihadistas detidos na fronteira turca são liberados para escolher destinos na Europa, onde reorganizam redes terroristas, ameaçam ataques e recrutam combatentes. Caso evidencia falha geopolítica crítica na contenção do extremismo islâmico.
Protestos em massa eclodiram em Istambul e por toda a Turquia após a prisão do prefeito de Istambul, Ekrem İmamoglu, o rival mais forte do presidente Recep Tayyip Erdogan nas recentes pesquisas eleitorais. As manifestações, que duraram sete dias do lado de fora da Prefeitura de Istambul, levaram dezenas de milhares às ruas, apenas para serem recebidas com repressão policial violenta.


