O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, fez uma visita histórica à Turquia, a primeira em 12 anos, encontrando-se com o presidente turco Tayyip Erdogan para discutir a guerra em Gaza e fortalecer os laços entre os dois países, que foram severamente debilitados desde 2013. As relações entre os dois países começaram a melhorar em 2020 após uma iniciativa diplomática da Turquia. Durante a visita, os presidentes destacaram o desejo de aumentar o comércio bilateral de US$ 5 bilhões para US$ 15 bilhões em cinco anos e assinaram 18 memorandos de cooperação em várias áreas, como energia, defesa e saúde. Ambos os líderes expressaram apoio à causa palestina e destacaram a importância de resolver a crise na Líbia por meio de eleições e a retirada de forças estrangeiras. A Turquia elogiou os esforços humanitários do Egito em Gaza e ambos anunciaram uma posição comum em busca de um cessar-fogo na região.
Política
A Turquia mostrou interesse em ingressar no bloco BRICS, composto por economias emergentes, conforme confirmado por um alto funcionário nesta terça-feira. O partido governista turco, liderado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan, declarou que o desejo do país de se juntar ao bloco é claro, embora ainda não tenha enviado uma solicitação formal. O BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, recentemente expandiu para incluir Irã, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos. A Turquia, que busca aumentar sua influência global e adotar uma política externa mais independente, enfrenta impasses em sua adesão à União Europeia e agora explora novas alianças internacionais como o BRICS. A possível inclusão da Turquia no BRICS será discutida em uma reunião futura na Rússia.
Milhares de turcos protestaram em Istambul contra uma lei recente que visa remover cães de rua das ruas da Turquia, alegando que a legislação pode levar ao abate indiscriminado dos animais. A nova lei, aprovada no mês passado, busca abordar preocupações de segurança ao recolher cães de rua para abrigos, onde devem ser vacinados e esterilizados antes de serem adotados. No entanto, defensores dos direitos dos animais temem que os cães sejam mortos em massa ou mantidos em condições precárias. Os manifestantes exigem a revogação da lei, enquanto o principal partido de oposição moveu uma ação no Tribunal Constitucional para anulá-la.
Dois soldados americanos foram agredidos por membros do grupo nacionalista União da Juventude Turca (TGB) na cidade portuária de Izmir, Turquia. Quinze suspeitos foram detidos após o ataque, que ocorreu enquanto os militares dos EUA, vestidos em roupas civis, estavam na cidade. Outros cinco soldados americanos se envolveram na situação após testemunharem o incidente. A embaixada dos EUA confirmou o ocorrido e agradeceu às autoridades turcas pela rápida resposta e investigação em andamento. O ataque ocorreu durante a visita do navio USS Wasp a Izmir, onde está ancorado após exercícios com a marinha turca. O grupo TGB já havia realizado ações semelhantes contra militares dos EUA no passado, expressando sentimentos antiamericanos.
O Ministério da Defesa da Turquia reafirmou a importância de sua presença militar no norte da Síria, alegando que isso impede a influência de grupos terroristas na região devastada pela guerra. A Turquia, que desde 2016 conduz ofensivas contra as Forças Democráticas Sírias (SDF) lideradas pelos curdos, vê a presença militar como essencial para prevenir a criação de um “corredor de terror” e manter a estabilidade. Apesar das tentativas de reaproximação entre Ancara e Damasco, a Turquia mantém sua posição firme contra a retirada de suas tropas, destacando a necessidade de diálogo contínuo para resolver o conflito na Síria.
Uma jovem de 16 anos em Istambul enfrenta acusações por supostamente insultar o Presidente Recep Tayyip Erdoğan. A adolescente foi detida após reagir ao comboio presidencial, alegando desconhecer que os veículos faziam parte da comitiva oficial. O promotor local busca sua condenação sob os controversos artigos do Código Penal Turco, que têm sido criticados por sufocar a dissidência. No ano passado, cerca de 972 menores foram investigados sob essas leis, e mais de 6.800 pessoas enfrentaram acusações semelhantes, destacando a repressão à liberdade de expressão na Turquia.
A Turquia tem se destacado como um mediador político significativo na África, especialmente com sua recente intervenção nas tensões entre Somália e Etiópia. Este mês, em Ankara, o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, conduziu negociações entre diplomatas dos dois países, na tentativa de resolver uma disputa que poderia levar à guerra.
Crescimento da Influência Turca:
Política e Diplomacia: Desde 2003, a Turquia expandiu sua presença diplomática na África, quadruplicando suas embaixadas para 44.
Comércio: O comércio com o continente africano cresceu para US$32 bilhões no último ano, um aumento de quase 50% em relação a 2013.
Iniciativas de Poder Brando: A Turquia investe em projetos culturais e religiosos, como a construção de mesquitas, para fortalecer laços.
Segurança: Venda de drones e treinamento militar, especialmente na Somália, fortalecem alianças de segurança.
Análise de Impacto:
A Turquia não só busca diversificar sua política externa mas também se posicionar como uma potência regional. Ao contrário da percepção sobre o envolvimento russo e chinês, a presença turca é vista com menos ceticismo, sendo considerada mais como um competidor amigável do que um adversário pelos EUA e outros países ocidentais.
Dezenas de parlamentares se envolveram em uma briga no parlamento turco na sexta-feira, enquanto discutiam sobre um deputado da oposição preso que teve sua imunidade parlamentar cassada este ano.
As negociações da Turquia com a Abu Dhabi Port (ADP), controlada pelo Estado, para estabelecer uma joint venture para os direitos de operação do porto de Izmir, no Egeu, continuam, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com o assunto.
Ou restrinja seu comércio de chips de origem americana e outras peças vitais para a máquina de guerra da Rússia, ou enfrente as consequências. Essa, supostamente, foi a mensagem recentemente entregue à Turquia por Washington em meio a tensões sobre como os dados do departamento de comércio dos EUA mostram que o país ocupa o segundo lugar, atrás da China, como fonte de bens de alta prioridade de origem americana enviados à Rússia.
Turquia e Hungria estão se preparando para uma presidência de Trump e traçando seu próprio rumo na aliança.
Pelo aniversário da tentativa de golpe de 15 de julho de 2016, que para muitos especialistas um acontecimento cheio de perguntas, 142 membros do Congresso dos EUA assinaram uma carta bipartidária para instar o presidente Joe Biden a pressionar o presidente Erdogan a encerrar sua agressiva campanha de repressão transnacional e perseguição contra o Movimento Hizmet.
O Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, defendeu seus esforços contínuos de reestruturação visando transformar o ministério em um centro de inteligência, enfatizando que a integração do Ministério das Relações Exteriores com a Organização Nacional de Inteligência (MİT) se aceleraria.
Um parlamentar da oposição apontou que os bens pessoais de Sinan Oğan, um candidato presidencial de extrema-direita na eleição de 2023, aumentaram em mais de TL 100 milhões (US$ 3 milhões) depois que ele apoiou o Presidente Recep Tayyip Erdoğan no segundo turno presidencial, sugerindo que Oğan foi pago para apoiar o candidato incumbente.
A oposição acusou o governo do Presidente Turco Recep Tayyip Erdogan de negligenciar sua responsabilidade internacional de garantir que armas exportadas não acabem nas mãos de usuários finais não intencionados.
Washington e Ancara Não Podem se Dar ao Luxo de Permanecerem Distantes
A Turquia assinou uma Carta de Oferta e Aceitação para comprar 40 novos caças F-16 Block 70 e 80 kits de modernização dos Estados Unidos em um acordo de US$23 bilhões, anunciou o Departamento de Estado dos EUA na quinta-feira.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia disse na sexta-feira que seu país não queria que a OTAN “participasse” da guerra na Ucrânia, enquanto outros membros da aliança permitem que Kiev ataque a Rússia com suas armas.
A Rússia expressou acolhimento ao interesse da Turquia em aderir ao grupo BRICS, conforme declarado pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Ele informou que a questão será discutida na próxima cúpula do bloco.


