O Tesouro dos EUA sancionou três empresas turcas recém-criadas — Utuş, Arya e Altis — por servirem como canais financeiros e logísticos para o programa de drones e mísseis balísticos do Irã. As designações do OFAC, emitidas em fevereiro de 2026, revelam como o IRGC utilizou a infraestrutura comercial da Turquia para contornar sanções internacionais e adquirir maquinário sensível para a Mado, entidade ligada à Organização Jihad de Autossuficiência da Força Aeroespacial iraniana.
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Uma investigação de espionagem encerrada há mais de uma década pelo governo turco voltou ao centro do debate público, à medida que registros judiciais, transcrições de escutas telefônicas e depoimentos sob juramento reaparecem, levantando novas dúvidas sobre se uma suposta rede de inteligência iraniana foi deliberadamente acobertada, em vez de desmantelada, conforme se alegou à época. Isso ocorre enquanto antigos autos judiciais envolvendo figuras da mídia alinhadas ao governo ressurgem em meio a novas apurações criminais e revelações públicas.
A decisão do Tesouro dos EUA de sancionar uma empresa turca por financiar transações de armas para os rebeldes houthis do Iêmen em nome da Força Quds do Corpo de Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) não é surpreendente. Várias empresas fantasmas semelhantes, estabelecidas na Turquia por representantes iranianos, têm operado sem consequências sob a supervisão do governo do presidente turco Recep Tayyip Erdogan.


