Um tribunal de Istambul aceitou a denúncia contra 168 ativistas — majoritariamente mulheres — que participaram de um protesto em 25 de novembro de 2024, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e agora enfrentam penas de até seis anos de prisão. A manifestação, impedida pela polícia com uso de força e gás de pimenta, terminou em detenções em massa após tentativas frustradas de leitura de um comunicado público. O caso ocorre em meio a crescentes preocupações sobre o aumento de feminicídios na Turquia, repressão a protestos e o enfraquecimento de proteções legais, agravado pela saída do país da Convenção de Istambul em 2021.
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Aytaç Kurt, o principal promotor público do mais alto tribunal administrativo da Turquia, o Conselho de Estado, exigiu o cancelamento de um decreto presidencial que exigia a retirada da Turquia de um tratado internacional contra a violência doméstica, descrevendo o movimento como “ilegal”, noticiou a mídia local na quinta-feira.
As embaixadas em Ancara de 19 países, instaram o governo turco a reconsiderar sua recente retirada da Convenção de Istambul em um comunicado divulgado para marcar o 10º aniversário da convenção.
O escritório de direitos humanos das Nações Unidas pediu na terça-feira à Turquia que reverta sua decisão de se retirar de um tratado internacional que visa combater a violência contra as mulheres, amplamente conhecido como Convenção de Istambul.
O assassinato de uma mulher por seu ex-amante provocou indignação nas mídias sociais turcas, provocando um apelo à implementação da Convenção de Istambul


