Polícia turca prende Burkay Karatepe, ex-piloto militar foragido há 10 anos, acusado de integrar operação contra Erdoğan na noite do golpe de 2016.
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Relatório da Justice Square mostra que o Tribunal Europeu de Direitos Humanos emitiu 114 sentenças contra a Turquia, afetando 8.056 vítimas da repressão pós-golpe de 2016.
Carta assinada por 54 parlamentares europeus e defensores de direitos humanos pede que anistia ligada à paz com o PKK também cubra presos ligados ao Movimento Hizmet.
Relatório revela que a Fundação Maarif, ligada a Erdoğan, fechou ou confiscou 162 escolas do Movimento Hizmet em 29 países, com bilhões do Estado turco.
Dez anos após o golpe de 2016, a Turquia mantém uma das maiores redes de repressão transnacional do mundo: sequestros, extradições forçadas, bloqueio de bens e vigilância diplomática contra seguidores do Hizmet, jornalistas e críticos em dezenas de países.
Este relatório da Alliance for Shared Values (AFSV) sustenta que a tentativa de golpe de 15 de julho de 2016 na Turquia foi uma “operação de falsa bandeira” executada pelo próprio governo de Recep Tayyip Erdoğan.
Os pontos principais do texto incluem:
Objetivo de controle: O evento serviu como um mito fundador para a destruição sistêmica da democracia turca, permitindo a transição para um sistema autoritário.
Expurgos e repressão: Sob o estado de emergência declarado, o governo realizou expurgos em massa no judiciário, forças armadas e serviço público, além de confiscar ativos financeiros de opositores, não se limitando ao Movimento Hizmet.
Contradições na narrativa: O relatório destaca que a narrativa oficial possui falhas graves, apontando que soldados foram mobilizados sob ordens enganosas e que a resposta do governo foi premeditada, contrariando a versão de uma ameaça espontânea.
Institucionalização do autoritarismo: O incidente viabilizou a transformação do sistema parlamentar em uma presidência executiva e a conversão do judiciário em um instrumento político de perseguição.
Ceticismo internacional: Organizações internacionais e agências de inteligência estrangeiras rejeitaram a narrativa oficial turca, enquanto o regime evitou qualquer investigação independente sobre o caso.
Ex-oficial do Exército turco, Kübra Yavuz relata ter sido detida e coagida após escoltar Hakan Fidan, então chefe do MIT, antes do golpe de 2016 na Turquia.
Promotores turcos ordenaram a detenção de 968 suspeitos com supostos vínculos ao Movimento Hizmet em operação simultânea nas 81 províncias da Turquia, dois dias antes do 10º aniversário da tentativa de golpe de 2016. Entre os detidos está um idoso paralítico, caso que gerou críticas nas redes sociais quanto aos métodos usados pela polícia.
O Comitê de Ministros do Conselho da Europa instou a Turquia a exigir provas concretas antes de prender suspeitos ligados ao Movimento Hizmet. Decisão do TEDH aborda casos de detenção ilegal pós-golpe de 2016 e reforça exigências de estado de direito.
As autoridades turcas detiveram 76 pessoas em operações coordenadas contra indivíduos acusados de vínculos com o movimento Hizmet, de Fethullah Gülen, intensificando a repressão que se arrasta desde a tentativa de golpe de 2016. Os suspeitos são acusados de apoiar a rede do movimento, que o Presidente Recep Tayyip Erdoğan considera uma organização terrorista. Desde 2016, mais de 126 mil pessoas foram condenadas sob alegações semelhantes, e milhares foram forçados a fugir do país.
O ministro da Justiça da Turquia, Akın Gürlek, criticou duramente aliados ocidentais por recusarem pedidos de extradição contra indivíduos ligados ao movimento Hizmet, acusado por Ancara de organizar o golpe fracassado de 2016. Apesar de quase 2.900 solicitações enviadas a 119 países, apenas três resultaram em extradição, refletindo a falta de reconhecimento internacional da classificação do grupo como terrorista. Enquanto a Turquia promete intensificar a perseguição global ao movimento, tribunais europeus e organizações de direitos humanos continuam alertando para violações legais e abusos sistemáticos, incluindo detenções arbitrárias, uso controverso de provas e transferências forçadas de suspeitos.
A Turquia está buscando a extradição de 49 pessoas da Suécia por ligações com o movimento Hizmet, de base religiosa, segundo números recém-divulgados, enquanto Ancara intensifica a pressão sobre aliados, apesar de poucos retornos bem-sucedidos ao longo da última década, informou o site de jornalismo de longa duração Blankspot, sediado na Suécia.
A polícia turca deteve na quinta-feira 42 pessoas, a maioria mulheres, acusadas de prestar assistência financeira durante o Ramadã a famílias de indivíduos presos ou demitidos de seus empregos por suposta ligação com o Movimento Hizmet, conforme relatou o Centro de Liberdade de Estocolmo.
A Turquia solicitou à Holanda a extradição de 217 pessoas acusadas de ligações ao Movimento Hizmet. O pedido foi feito durante negociações em Ancara entre os ministros da Justiça dos dois países, renovando uma das principais tensões diplomáticas entre Turquia e Europa.
Um tribunal turco condenou um homem a 7 anos e meio de prisão por prestar ajuda financeira a famílias de prisioneiros ligados ao movimento Hizmet. A decisão reflete a contínua repressão pós-golpe na Turquia, onde a assistência humanitária a parentes de detentos é frequentemente criminalizada como apoio ao terrorismo. Saiba mais sobre este caso de direitos humanos.
Um advogado turco que atua como representante legal da Willow International School em Moçambique foi detido na terça-feira após um pedido de extradição das autoridades turcas por supostas ligações com o Hizmet, informou o Stockholm Center for Freedom, citando o jornal diário estatal moçambicano Jornal Notícias.
Introdução: STF Protege Direitos Humanos Contra Abuso de Extradição Quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, revogou
A juíza turca Saadet Yüksel foi a única a votar contra a decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH)
O ex-comandante da Força Aérea, Akın Öztürk, está entre os generais turcos julgados por acusações de golpe. Um novo documentário


