Relatório revela que a Fundação Maarif, ligada a Erdoğan, fechou ou confiscou 162 escolas do Movimento Hizmet em 29 países, com bilhões do Estado turco.
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Dez anos após o golpe de 2016, a Turquia mantém uma das maiores redes de repressão transnacional do mundo: sequestros, extradições forçadas, bloqueio de bens e vigilância diplomática contra seguidores do Hizmet, jornalistas e críticos em dezenas de países.
Este relatório da Alliance for Shared Values (AFSV) sustenta que a tentativa de golpe de 15 de julho de 2016 na Turquia foi uma “operação de falsa bandeira” executada pelo próprio governo de Recep Tayyip Erdoğan.
Os pontos principais do texto incluem:
Objetivo de controle: O evento serviu como um mito fundador para a destruição sistêmica da democracia turca, permitindo a transição para um sistema autoritário.
Expurgos e repressão: Sob o estado de emergência declarado, o governo realizou expurgos em massa no judiciário, forças armadas e serviço público, além de confiscar ativos financeiros de opositores, não se limitando ao Movimento Hizmet.
Contradições na narrativa: O relatório destaca que a narrativa oficial possui falhas graves, apontando que soldados foram mobilizados sob ordens enganosas e que a resposta do governo foi premeditada, contrariando a versão de uma ameaça espontânea.
Institucionalização do autoritarismo: O incidente viabilizou a transformação do sistema parlamentar em uma presidência executiva e a conversão do judiciário em um instrumento político de perseguição.
Ceticismo internacional: Organizações internacionais e agências de inteligência estrangeiras rejeitaram a narrativa oficial turca, enquanto o regime evitou qualquer investigação independente sobre o caso.
Deputados do Parlamento Europeu criticaram duramente o governo turco pelo que descreveram como um padrão de repressão transnacional, interferência política no exterior e apoio a redes extremistas e ideológicas, marcando uma das mais fortes condenações da conduta de Ancara para além de suas fronteiras nos últimos anos.
Inteligência turca monitorou críticos de Erdoğan em protesto em Estrasburgo, documento vazado revela
Documento vazado revela que agentes da inteligência turca monitoraram um protesto pacífico em Estrasburgo, na França, e usaram as informações para alimentar processos criminais contra críticos de Erdoğan no exterior.
Um processo judicial envolvendo uma escola de Nova York ligada ao Movimento Hizmet, de base religiosa, alimentou preocupações de que a Turquia esteja estendendo aos EUA sua repressão de longa duração ao movimento, explorando o sistema jurídico americano.
Introdução: STF Protege Direitos Humanos Contra Abuso de Extradição Quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, revogou a detenção do cidadão turco-brasileiro Mustafa Göktepe em 8 de
Abdülhamit Bilici, ex-editor-chefe do jornal Zaman, agora fechado, deu um depoimento sobre a repressão transnacional do governo turco em uma audiência no Congresso em Washington, D.C., informou o Stockholm Center for Freedom.
A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE), em sua primeira resolução condenando todas as formas de repressão transnacional como uma ameaça crescente ao Estado de Direito e aos direitos humanos, revelou as táticas de países, incluindo a Turquia, para suprimir seus críticos no exterior.
Um relatório da Freedom House sobre a repressão transnacional revela que as autoridades turcas cometeram 132 incidentes, ou 15 por cento do total, de repressão transnacional direta e física desde 2014, observando que a Turquia se tornou o segundo perpetrador de repressão transnacional mais prolífico do mundo, de acordo com Stockholm Centre for Freedom.
O Stockholm Centre for Freedom (SCF) divulgou na sexta-feira seu último relatório, “A Repressão Transnacional da Turquia”: Abuso dos mecanismos de congelamento de bens sob o pretexto de prevenção do financiamento do terrorismo”, um estudo que se concentra em como as decisões do governo turco de congelar bens com base no pretexto de prevenir o financiamento do terrorismo foram armadas para suprimir os críticos no exterior como mais um meio de repressão transnacional da Turquia.


