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  • Parlamentares da Europa pedem sanções contra juízes e promotores turcos por caso Kavala Parlamentares de países membros do Conselho da Europa propuseram sanções direcionadas contra juízes e promotores turcos por conta do descumprimento de decisões do Tribunal Europeu de Direitos Humanos no caso do filantropo Osman Kavala. A moção, assinada por 28 deputados de diferentes países europeus, pede o uso de medidas do tipo Magnitsky – como proibição de viagens e congelamento de ativos – contra autoridades envolvidas na manutenção de Kavala preso, mesmo após julgamentos de Estrasburgo condenarem sua detenção como violação de direitos humanos. O texto também aponta problemas sistêmicos no judiciário turco, citando milhares de casos semelhantes ligados à repressão pós‑golpe de 2016 e à perseguição de supostos seguidores do movimento Hizmet....
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Fethullah Gülen é uma Chance para Humanidade

Fethullah Gülen é uma Chance para Humanidade
março 23
17:40 2016

Os valores básicos que marcam o século XXI são: modernismo, pluralismo, individualismo e religião. Alguns dizem que modernidade engloba a vida individual e social como um todo e que criou novas formas de pluralismo religioso, cultural e político. Não há dúvida de que o mundo de hoje precisa de diálogo entre culturas e civilizações mais do que nunca; isto é de extrema urgência.

O apelo de Fethullah Gülen por diálogo intercultural e inter-religioso encontra sua voz no mesmo local em que o nível de humanidade foi derrubado. Com centenas de instituições educacionais espalhadas pelo mundo, este projeto é aplicado à vida real, em que as fundações de diálogo e tolerância foram estabelecidas e esforços são feitos para atender às necessidades da civilização contemporânea – i.e., agir como um modelo.

Esta tolerância foi iniciada pelos muçulmanos turcos sufistas e injetada nas raízes da nação, seguindo uma linha que vai de Yesevi a Rumi, e de Yunus a Haci-Bektas-i Veli, ela tem uma história que é longa e profunda. Seguindo estas bases, Gülen regenera a interpretação tolerante e o entendimento dos muçulmanos turcos sufistas em circunstâncias contemporâneas. No entanto, destaca uma visão mais ampla, ativa e voltada à sociedade.

Fethullah Gülen acredita que a estrada para justiça e verdadeira paz global depende do suprimento de educação universal adequada e apropriada. Somente então haverá compreensão e tolerância suficientes para assegurar o respeito pelos direitos do outro. Com este fim, ele tem encorajado por mais de 25 anos a elite social, líderes comunitários, industrialistas poderosos e pequenos empresários a apoiarem uma educação de qualidade. Com doações provenientes dessas fontes, fundos educacionais foram capazes de estabelecer muitas escolas na Turquia e no exterior.

Gülen declara que, no mundo moderno, a única maneira de fazer com que outros aceitem suas ideias é por meio da persuasão. Ele descreve aqueles que recorrem à força como intelectualmente falidos. As pessoas sempre demandarão liberdade de escolha para lidarem com seus assuntos e na expressão de seus valores espirituais e religiosos. Gülen argumenta que a democracia, apesar de suas fraquezas, é o único sistema político viável e as pessoas deveriam se esforçar para modernizar e consolidar instituições democráticas para construir uma sociedade em que liberdade e direitos individuais sejam respeitados e protegidos e oportunidades igualitárias para todos sejam mais do que um sonho.

Gülen, em seu comunicado à imprensa reprovando os ataques terroristas de 11 de Setembro nos Estados Unidos, disse: “o terror nunca pode ser usado em nome do Islã ou em nome de qualquer fim islâmico. Um terrorista não pode ser um muçulmano e um muçulmano não pode ser um terrorista. Um muçulmano deve representar e simbolizar a paz, bem-estar e prosperidade.”

Os esforços de Fethullah Gülen pela paz mundial têm sido ecoados em conferências e simpósios. “The Peaceful Heroes Symposium” (Simpósio de Heróis Pacificadores) – 11 a 13 de abril de 2003 – na Universidade do Texas, Austin, produziu uma lista de pacificadores dos últimos 5000 anos de história da humanidade. Gülen foi mencionado entre os heróis contemporâneos da paz, em uma lista que inclui nomes como Jesus, Buda, Gandhi, Martin Luther King Jr. e Madre Teresa.

Em um de seus livros inspiradores (Yeseren Dusunceler, 1996, p.19), Gülen escreveu:

“Seja tão vasto quanto os oceanos e receba cada alma em seu seio! Deixe a fé mantê-lo alerta, alimente uma afeição infinita pela humanidade e não se esqueça ou ignore nenhum coração partido! Aplauda o bom por sua bondade, aprecie aqueles que têm corações fiéis e seja bom para eles. Aborde os descrentes tão gentilmente que a inveja e ódio deles se desfaçam. Como um messias, revitalize as pessoas com seu hálito.

Afaste o mal com bondade e ignore a rudeza! A atitude da pessoa revela seu caráter. Favoreça a tolerância e magnanimidade com relação àqueles que você não conhece bem. A característica mais distinta de uma alma transbordante de fé é amar todo amor que é expresso em ações e sentir aversão a todas as ações em que animosidade é expressa. Odiar todas as coisas é um sinal de insanidade e obsessão com Satanás.

Deveríamos ter tal tolerância a ponto de sermos capazes de fechar nossos olhos aos defeitos dos outros, respeitar ideias diferentes e perdoar a tudo que for perdoável. Na verdade, mesmo quando encaramos violações de nossos direitos inalienáveis, devemos nos manter respeitosos aos valores humanos e tentar estabelecer justiça.”

Mais adiante, Gülen postula que não é possível falar sobre ideias comuns ou uma consciência coletiva em comunidades onde indivíduos tratam uns aos outros com intolerância ou em países onde o espírito de clemência não estiver totalmente fortificado. Em tais países, ideias devorarão umas às outras na teia do conflito. O trabalho de pensadores será fútil e nestes países não será possível estabelecer um pensamento sensato de liberdade de religião ou expressão. Estes pensamentos não terão permissão para florescer. Na verdade, não se pode dizer que em tal país o Estado se baseia em um verdadeiro sistema de justiça; mesmo que este pareça ser o caso, não é mais que uma farsa.

Para Gülen, tolerância não significa ser influenciado por outros ou se juntar a eles; significa aceitar o outro como ele é e saber conviver. Ser tolerante não significa desistir das próprias tradições, religião e cultura. Contudo, significa desenvolver habilidades que nutrirão um entendimento mútuo, respeito e coexistência. Com relação a isso, como indivíduos, família e sociedade, precisamos acelerar o processo que já foi iniciado. Gülen acredita que mesmo pessoas que não compartilham os mesmos sentimentos e pensamentos se suavizarão quando forem introduzias a valores universais. Na verdade, pode-se dizer que a democracia está fora de questão quando não existe tolerância. Advogados da democracia deveriam ser capazes de aceitar mesmo aqueles que não compartilham suas opiniões, e deveriam abrir seus corações a pessoas de todos os segmentos da sociedade. Em Yeseren Dusunceler (1996), Gülen diz:

“É muito provável que o tempo esclarecerá a tudo e provará que aqueles que iniciaram a tendência de tolerância estavam certos. Novamente, o tempo descartará sentimentos e pensamentos de rancor e vingança. Somente sentimentos alimentados com amor, perdão, tolerância e diálogo permanecerão. Pessoas de tolerância construirão um mundo baseado em tolerância. Aqueles cuja parte não é tolerante se afogarão em sua malícia, ódio e raiva no poço da intolerância.

Devemos agir como se ‘não tivéssemos mãos contra os que nos batem, nem palavras contra os que nos ofendem’. Se eles tentarem nos quebrar em pedacinhos cinquenta vezes, ainda assim permaneceremos inquebráveis e envolveremos a todos com amor e compaixão.” (p. 22)

Publicado, em inglês, em fethullah-gulen.org.

Fonte: http://pt-hizmetmovement.blogspot.com.br

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