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  • Tribunal europeu aponta 432 violações à liberdade de expressão pela Turquia desde 2002 Turquia violou o direito à liberdade de expressão 432 vezes entre 2002 e 2025, de acordo com decisões do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH), informou o site de notícias Velev....
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  • Parlamentares da Europa pedem sanções contra juízes e promotores turcos por caso Kavala Parlamentares de países membros do Conselho da Europa propuseram sanções direcionadas contra juízes e promotores turcos por conta do descumprimento de decisões do Tribunal Europeu de Direitos Humanos no caso do filantropo Osman Kavala. A moção, assinada por 28 deputados de diferentes países europeus, pede o uso de medidas do tipo Magnitsky – como proibição de viagens e congelamento de ativos – contra autoridades envolvidas na manutenção de Kavala preso, mesmo após julgamentos de Estrasburgo condenarem sua detenção como violação de direitos humanos. O texto também aponta problemas sistêmicos no judiciário turco, citando milhares de casos semelhantes ligados à repressão pós‑golpe de 2016 e à perseguição de supostos seguidores do movimento Hizmet....
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  • Governo Erdogan usa ataques sangrentos em escolas para justificar repressão a VPNs e censura na Internet na Turquia em 2026 Após ataques mortais em escolas de Şanlıurfa e Kahramanmaraş que mataram nove pessoas, o governo Erdogan propõe licenças obrigatórias para VPNs e bloqueio de serviços não conformes, alegando proteção a menores de conteúdo violento online, ampliando a censura em um país com mais de 1 milhão de sites bloqueados....
  • Turquia julga 168 ativistas por protesto contra violência contra mulheres em Istambul Um tribunal de Istambul aceitou a denúncia contra 168 ativistas — majoritariamente mulheres — que participaram de um protesto em 25 de novembro de 2024, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e agora enfrentam penas de até seis anos de prisão. A manifestação, impedida pela polícia com uso de força e gás de pimenta, terminou em detenções em massa após tentativas frustradas de leitura de um comunicado público. O caso ocorre em meio a crescentes preocupações sobre o aumento de feminicídios na Turquia, repressão a protestos e o enfraquecimento de proteções legais, agravado pela saída do país da Convenção de Istambul em 2021....
  • UE priorizou estabilidade e ajudou a legitimar autoritarismo de Erdoğan, aponta estudo Um estudo acadêmico recente argumenta que a União Europeia contribuiu indiretamente para o avanço do autoritarismo na Turquia ao priorizar estabilidade regional, controle migratório e segurança em vez de চাপ firme por padrões democráticos. Segundo os autores, especialmente após a crise de refugiados de 2015 e o acordo migratório de 2016, Bruxelas suavizou críticas ao governo de Recep Tayyip Erdoğan, mantendo cooperação estratégica enquanto instituições democráticas turcas se deterioravam. O conceito de “estabilocracia” descreve essa dinâmica, na qual a UE tolera líderes autoritários em troca de previsibilidade política. O estudo também aponta que essa abordagem deu legitimidade internacional ao governo turco e limitou a capacidade futura da UE de reagir à autocratização....
  • Turquia acusa Ocidente de proteger suspeitos do Hizmet após rejeições massivas de extradição O ministro da Justiça da Turquia, Akın Gürlek, criticou duramente aliados ocidentais por recusarem pedidos de extradição contra indivíduos ligados ao movimento Hizmet, acusado por Ancara de organizar o golpe fracassado de 2016. Apesar de quase 2.900 solicitações enviadas a 119 países, apenas três resultaram em extradição, refletindo a falta de reconhecimento internacional da classificação do grupo como terrorista. Enquanto a Turquia promete intensificar a perseguição global ao movimento, tribunais europeus e organizações de direitos humanos continuam alertando para violações legais e abusos sistemáticos, incluindo detenções arbitrárias, uso controverso de provas e transferências forçadas de suspeitos....
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Ministro da justiça turco volta de mãos vazias pois os EUA não se compromete com a extradição de Gulen

Ministro da justiça turco volta de mãos vazias pois os EUA não se compromete com a extradição de Gulen
outubro 28
15:24 2016

O ministro da justiça turco, Bekir Bozdag, voltou para a Turquia de mãos vazias pois seu colega, a ministra da justiça americana, Loretta Lynch, não ofereceu quaisquer opções a favor ou contra a extradição de erudito islâmico turco radicado nos EUA, Fethullah Gulen, que o governo turco acusa de arquitetar um golpe fracassado em 15 de julho.

Em uma conversa com repórteres na embaixada turca em Washington, D.C., na quinta-feira, junto ao embaixador turco Serdar Kilic, Bozdag descreveu sua reunião com Lynch como “construtiva”, afirmando que ela ajudou os dois lados compreenderem melhor a posição do outro. Mas ele também contou aos repórteres que Lynch não expressou nem apoio nem oposição ao pedido da Turquia aos Estados Unidos pela extradição de Gulen.

Uma declaração de Departamento de Justiça americano sobre a reunião de Lynch com Bozdag ainda disse, na quinta-feira, que os dois colegas discutiram a aplicação da lei e a cooperação em favor do contra-terrorismo entre os Estados Unidos e a Turquia, incluindo cooperação em extradições.

“Em especial, os dois ministros da justiça discutiram que, de acordo com o Tratado de Extradição EUA/Turquia, em ambos os países extradições estão sujeitas ao processo judicial, e assim devem preencher os padrões de prova do país requirido. Os dois Ministros da Justiça juraram que seus departamentos continuarão sua atual aproximação e cooperação completa”, disse a declaração.

Apesar de Bozdag ter alegado repetidamente que a Turquia enviou evidências de que Gulen arquitetou o golpe e ter exigido sua prisão provisória, nenhuma instituição americana confirmou as declarações.

O governo turco vem usando a questão de seu pedido pela extradição de Gulen dos EUA como uma ferramenta política doméstica para mobilizar seu eleitorado na ausência de qualquer evidência confiável enviada aos EUA.

Bozdag afirmou novamente na quinta-feira que se os EUA não extraditarem Gulen, as relações Turquia-EUA ficariam prejudicadas.

As autoridades turcas alegam que Gulen, que tem vivido na Pensilvânia desde 1999, foi o cabeça por detrás da violenta tentativa de golpe que matou mais de 240 pessoas e feriu outras mil em 15 de julho, no entanto Gulen nega veementemente qualquer envolvimento.

O governo turco e o Presidente Recep Tayyip Erdogan designaram o movimento baseado na fé, inspirado por Gulen e que opera caridades, escolas e empresas por todo o mundo, como uma organização terrorista e lançaram uma ampla repressão sobre supostos membros desde a tentativa fracassada de golpe. Mais de 110.000 foram demitidos de empregos no estado, quase 73.000 detidos e mais de 32.000 presos pela Turquia por ligações a Gulen.

Gulen clamou por uma investigação internacional sobre a tentativa de golpe, mas Erdogan – chamando a tentativa de golpe de “um presente de Deus” – e o governo iniciaram um amplo expurgo com o objetivo de limpar os simpatizantes do movimento de dentro das instituições estatais, desumanizando suas figuras populares e colocando elas sob custódia.

Enquanto que Erdogan e o governo turco exigiram a extradição de Gulen dos EUA e fecharam escolas legadas ao movimento, as autoridades americanas, incluindo o vice-presidente Joe Biden, disseram várias vezes que são os tribunais americanos que vão decidir sobre a extradição de Gulen se um caso for apresentado contra ele com evidências concretas que demonstrem seu envolvimento em algum crime.

Fonte: www.turkishminute.com

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