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  • Metade dos turcos desconfia do Judiciário, com a confiança caindo para 36%, diz pesquisa Pesquisa de opinião de março de 2026 revela que metade dos turcos desconfia do Judiciário, com apenas 36% confiando nos tribunais, em um cenário de ampla erosão da confiança em instituições políticas, mídia e oposição. O levantamento mostra ainda alta confiança nas forças de segurança e reforça a ligação entre crise institucional, questões de justiça e desafios econômicos como inflação e desemprego na Turquia....
  • Governo Erdogan usa ataques sangrentos em escolas para justificar repressão a VPNs e censura na Internet na Turquia em 2026 Após ataques mortais em escolas de Şanlıurfa e Kahramanmaraş que mataram nove pessoas, o governo Erdogan propõe licenças obrigatórias para VPNs e bloqueio de serviços não conformes, alegando proteção a menores de conteúdo violento online, ampliando a censura em um país com mais de 1 milhão de sites bloqueados....
  • Turquia julga 168 ativistas por protesto contra violência contra mulheres em Istambul Um tribunal de Istambul aceitou a denúncia contra 168 ativistas — majoritariamente mulheres — que participaram de um protesto em 25 de novembro de 2024, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e agora enfrentam penas de até seis anos de prisão. A manifestação, impedida pela polícia com uso de força e gás de pimenta, terminou em detenções em massa após tentativas frustradas de leitura de um comunicado público. O caso ocorre em meio a crescentes preocupações sobre o aumento de feminicídios na Turquia, repressão a protestos e o enfraquecimento de proteções legais, agravado pela saída do país da Convenção de Istambul em 2021....
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  • Turquia acusa Ocidente de proteger suspeitos do Hizmet após rejeições massivas de extradição O ministro da Justiça da Turquia, Akın Gürlek, criticou duramente aliados ocidentais por recusarem pedidos de extradição contra indivíduos ligados ao movimento Hizmet, acusado por Ancara de organizar o golpe fracassado de 2016. Apesar de quase 2.900 solicitações enviadas a 119 países, apenas três resultaram em extradição, refletindo a falta de reconhecimento internacional da classificação do grupo como terrorista. Enquanto a Turquia promete intensificar a perseguição global ao movimento, tribunais europeus e organizações de direitos humanos continuam alertando para violações legais e abusos sistemáticos, incluindo detenções arbitrárias, uso controverso de provas e transferências forçadas de suspeitos....
  • Turquia reforça a segurança nas escolas após tiroteios fatais A Turquia reforçou a segurança nas escolas em todo o país após tiroteios fatais nas províncias do sudeste de Kahramanmaraş e Şanlıurfa na semana passada, informou a agência de notícias estatal Anadolu....
  • Sanções dos EUA visam empresa sediada na Turquia por remessas ligadas ao programa de mísseis do Irã Os Estados Unidos impuseram sanções na terça-feira a uma rede que inclui uma empresa com sede na Turquia, acusada de fornecer materiais usados no programa de mísseis balísticos do Irã, como parte de medidas mais amplas que visam 14 indivíduos, entidades e aeronaves ligados aos esforços de aquisição de armamentos de Teerã....
  • Onda de comoção na Turquia durante o sepultamento de vítimas de tiroteio em escola Multidões se reuniram para os funerais de oito crianças e um professor no sul da Turquia nesta quinta-feira, mortos quando um jovem de 14 anos abriu fogo em uma escola — um crime que mergulhou o país em choque e a comunidade em luto, informou a Agence France-Presse....
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  • Pelo menos 17 detidos e 3 presos por ameaças online de ataques a escolas na Turquia após tiroteio mortal As autoridades turcas detiveram pelo menos 17 pessoas em várias províncias e prenderam diversos suspeitos por ameaças online de ataques a escolas e por postagens que enalteciam a violência, após o primeiro tiroteio fatal em uma escola na Turquia, que deixou 10 mortos na província de Kahramanmaraş, no sul do país....
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  • Turquia anuncia suspensão de travessias diárias na fronteira com o Irã Turquia e Irã suspendem mutuamente travessias de um dia na fronteira compartilhada de 500 km, em meio a ataques israelenses e americanos à República Islâmica. Ministro do Comércio turco Ömer Bolat garante que não há situação extraordinária na região....
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Relatório ultrassecreto da UE: ”AKP comissionou o ISIS para o massacre de Ancara”

Relatório ultrassecreto da UE: ”AKP comissionou o ISIS para o massacre de Ancara”
junho 14
11:43 2018

Um relatório da autoridade oficial de inteligência da da União Europeia (UE), a EUINTCEN, do qual Ahval obteve uma cópia, sugeriu que o atentado suicida de 10 de Outubro de 2015 em uma marcha da paz fora da estação ferroviária de Ancara poderia ter sido cometido sob as ordens do Partido da Justiça e Desenvolvimento da Turquia (AKP).

O atentado, no qual dois homens-bomba pertencentes ao Estado Islâmico (ISIS) se explodiram no meio de uma multidão composta principalmente por esquerdistas e simpatizantes dos curdos, foi o ataque terrorista mais mortal na história moderna turca, matando 109 civis e ferindo mais do que 500.

Este seguiu-se aos atentados do Estado Islâmico a um comício pró-curdo em Diyarbakır em 5 de Julho, no qual cinco foram mortos e mais de 100 feridos, e um grupo de esquerdistas na cidade de Suruç na Turquia que planejavam uma viagem em solidariedade com a cidade síria curda de Kobani a 20 de Julho, na qual 33 foram mortos e 104 ficaram feridos.

O relatório da EUINTCEN de três páginas foi circulado aparentemente como uma nota informativa urgente e altamente confidencial, datada de 13 de Outubro de 2015 – apenas três dias após o ataque.

“O modus operandi do ataque (homens-bomba suicidas) aponta para o Da’esh”, salienta o relatório, e oferece uma conclusão:

“Dadas as circunstâncias (ônibus chegando com manifestantes não revistados, policiais quase ausentes na enorme manifestação), há razões para acreditar que, nesse caso, forças dentro do AKP comissionaram os agentes do Da’esh.”

O relatório também descreveu a situação política, na qual um partido político curdo, o Partido Democrático do Povo, estava buscando desesperadamente acalmar a violência renovada no sudeste da Turquia, com o objetivo de manter os seus lugares no Parlamento nas eleições seguintes de 1 de Novembro, superando os 10% do limite eleitoral da Turquia.

Por outro lado, o AKP havia sido privado de sua maioria nas eleições de 7 de junho, e “a última coisa que Erdogan realmente quer nesta conjuntura é uma paz curda”, apresenta o relatório.

Numa audiência no julgamento sobre o caso, em Novembro de 2017, o tribunal ouviu falar que a polícia havia parado de monitorar Yunus Emre Alagöz, homem-bomba do ISIS, 11 dias antes de seu irmão Yusuf Alagöz realizar o ataque em Suruç, e três meses antes de ele ser um dos dois homens-bomba envolvidos no ataque da estação ferroviária de Ancara.

Um advogado da acusação, Doğukan Tonguç Cankurt, disse que a polícia havia cancelado a escuta telefônica de Alagöz com base na recolha de provas suficientes sobre ele.

“Se esta escuta telefônica tivesse continuado, talvez nem o Suruç nem os massacres da estação ferroviária teriam ocorrido”, afirma Cankurt.

Ele afirma que as autoridades públicas sabiam o que o ISIS estava fazendo e fecharam os olhos.

O fato de que as equipes médicas levaram 44 minutos para chegar ao local das explosões foi uma negligência evidente, afirmou a outra advogada, Ziynet Çelik.

Havia três ambulâncias a uma curta distância da estação ferroviária, mas de acordo com seus registos de GPS, uma delas deixou a cena sem levar nenhum manifestante ferido após a explosão, e apenas 16 feridos de mais de 500 foram levados para o hospital na primeira meia hora, afirmou ela.

Em contrapartida, a tropa de choque havia chegado na cena com canhões d’água dentro de 14 minutos, disse ela, e em um encontro ao ar livre, de tamanho similar, mas endorsado pelo governo, no ano anterior, haviam 141 especialistas em primeiro-socorros, 24 ambulâncias e um centro de crise, disse Celik.

Um dos suspeitos do julgamento, Suphi Alpfidan, afirmou que vários agentes da polícia de Gaziantep sabiam dos atentados e conheceram pessoalmente os líderes da célula do ISIS de Gaziantep que os realizou.

O policial Tahir Sarıışık da Agência de Inteligência e Bestami Duman da Agência de Anti-Terrorismo, que tinha sido nomeado por Alpfidan, testemunharam que não conheciam nem tinham falado com nenhum dos suspeitos do caso.

A nova ronda de audiências no julgamento está marcada para 12 e 13 de junho.

Em uma coletiva de imprensa recente, membros do ” Comitê de Advogados de 10 de Outubro” (advogados de defesa das vítimas) alegaram que o processo estava sendo protelado deliberadamente “até apodrecer”, e que a equipe de segurança responsável por severas omissões na vigilância dos suspeitos do ISIS que não foram postos em julgamento em uma tentativa de encobrir o caso. Eles acusam a polícia na cidade de Antep de não prender os suspeitos, apesar das escutas telefônicas, e por ‘permitirem’ que conduzissem o massacre.

A ala esquerda Duvar informou em 9 de Junho que, apesar do fato de que Yunus Durmaz, o principal suspeito de planejar o ataque de Ancara, ter estado na lista de observação das forças policiais em Gaziantep, inclusive com um mandado de prisão contra ele. Não obstante, a polícia não o prendeu.

Yunus Durmaz é conhecido como um emir do ISIS em Gaziantep e também é acusado de planejar os ataques de Suruç e Ancara. De acordo com o mesmo relatório sobre Duvar, houve um mandado de prisão emitido por um tribunal de Istambul em Durmaz em Novembro de 2013, mas a polícia de Gaziantep não o prendeu.

Foi relatado que Durmaz explodiu-se durante uma batida policial em sua casa em Gaziantep, a 19 de Maio de 2016.

Fonte: https://ahvalnews.com/terrorism/ahval-reveals-top-secret-eu-report-akp-commissioned-isis-ankara-massacre

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